Janelas espreitam curiosas e nos deixam espiar.
Janelas são dentro e fora.
Janelas são o limite entre público e privado.
O que esta janela já assistiu?
Que histórias ela viveu?
E o que ela quer nos contar?
Memórias de uma Janela – que envelhece, relembra e vislumbra é uma intervenção de poesia urbana realizada no Pátio Dom Fradique, nas traseiras de um palácio ligado ao Castelo de São Jorge, em Lisboa, durante o festival Paratíssima 2016.
A intervenção transformou espelhos em molduras plásticas laranja — objetos populares no Brasil — em janelas que convidam à observação e à memória. Cada espelho recebeu pequenas ilustrações inspiradas em fotografias antigas da vila operária que outrora ali existiu.
Neste projeto, o espelho torna-se a própria janela: um limite simbólico entre público e privado, entre o que foi vivido e o que se revela ao olhar. A ação propôs uma experiência sensível de poesia urbana, onde história, memória e intervenção artística se encontram, permitindo que cada visitante veja e seja visto.





Memórias de uma janela é uma iniciativa Desejos Urbanos realizada em 2016 – Lisboa.
